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Fonte: Folha Online
Um incêndio registrado na noite desta segunda-feira no dormitório de uma escola primária em Uganda matou ao menos 19 pessoas, a maioria delas meninas com idades entre 9 e 12 anos, disseram fontes policiais.
As agências de notícias internacionais dão informações diferentes sobre o número de mortos. A Associated Press e a Efe afirmam que 19 meninas e dois adultos morreram no incêndio. A última informação divulgada pela Reuters era que 19 pessoas, entre elas dois adultos, haviam morrido. Já a France Presse informa que 19 pessoas morreram, entre elas um adulto.
No momento em que a brigada de incêndio chegou à escola, a maior parte do dormitório das meninas já havia sido atingida pelo fogo e parte do teto e das paredes internas haviam caído. O fogo atingiu quase todos os colchões e as roupas das crianças e o calor intenso retorceu a armação de metal das camas.
Logo depois do início do incêndio, centenas de parentes foram à escola, que tem cerca de mil alunos, para procurar por suas crianças. A escola está situada em Budo, a 12 km da capital de Uganda, Campala.
O professor Frederick Bugmbe disse que havia 58 meninas do dormitório, mas algumas conseguiram sair do local por janelas estreitas.
Segundo a porta-voz da polícia, Judith Nabakooba, as autoridades de Uganda estão investigando a causa do incêndio. Nabakooba disse à edição digital do jornal governamental “New Vision” que o incêndio na escola do povoado de Budo começou às 21h (16h de Brasília).
Além dos mortos, o incêndio deixou ainda vários feridos que foram transferidos ao hospital da localidade vizinha de Mulago. Segundo ela, o número de mortos pode aumentar pela gravidade dos ferimentos de alguns deles.
Homicídio
O inspetor-geral de polícia, Kale Kaihura, afirmou nesta terça-feira que o incêndio pode ter sido sido proposital. “As investigações preliminares estão indicando que foi homicídio”, disse Kaihura após fazer entrevistas com professores e sobreviventes.
Lydia Namusisi, 14, que dormia no dormitório vizinho, disse que acordou na última noite com barulho. Quando as meninas levantaram saíram da cama, acharam o dormitório vizinho em chamas.
O funcionário da escola James Kiiza disse que as portas foram fechadas por fora. Ele disse também que não havia eletricidade no momento do incêndio, mas a escola não permite o uso de velas.
Sylvia Nakatte disse ter recebido um telefonema para dizer que sua irmã de 12 anos, Mary, havia morrido. “Eu corri para a escola mas seu corpo não pode ser identificado”, disse, chorando.
Muitos parentes choravam na escola ao tentar, em vão, identificar suas filhas nos escombros do incêndio.
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